Água mineral e saúde: reportagem destaca benefícios dos minerais naturais e esclarece mitos sobre o sódio

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Os benefícios da água mineral para o organismo e as características naturais que diferenciam esse produto de outras águas disponíveis para consumo foram tema de reportagem publicada em 7 de março de 2026 no portal GZH, veículo do Grupo RBS. O conteúdo, assinado pelo jornalista Carlos Rollsing, tem o título “Saiba como a água mineral pode contribuir para a saúde” e aborda a presença de minerais naturais, os efeitos no organismo e o controle rigoroso existente na exploração das fontes.

Antes mesmo de chegar ao consumidor, uma fonte de água mineral passa por uma série de estudos técnicos e análises científicas. A pesquisa mineral avalia a estabilidade da composição da água e identifica os minerais presentes, etapa fundamental para confirmar a natureza da fonte. Esses estudos são conduzidos pelo Serviço Geológico do Brasil, responsável pelas análises oficiais que verificam parâmetros físicos, físico-químicos e bacteriológicos das fontes em fase de pesquisa e também durante a lavra.

A regulação da atividade é realizada pela Agência Nacional de Mineração, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que acompanha desde a fase de pesquisa até a concessão de lavra — autorização necessária para a exploração econômica das fontes. Durante a operação, novas análises oficiais são realizadas periodicamente para garantir a manutenção da qualidade da água mineral.

Uma das características que diferenciam esse produto é justamente a presença de minerais naturais dissolvidos ao longo de seu percurso subterrâneo. A água da chuva infiltra-se no solo e atravessa camadas geológicas de terra e rochas, absorvendo elementos que passam a compor sua estrutura química. Cada fonte possui características próprias, o que explica por que diferentes águas minerais apresentam composições distintas, sempre informadas nos rótulos das embalagens.

Entre os minerais mais comuns encontrados nas águas minerais estão bicarbonato, magnésio e fluoreto, substâncias que podem contribuir para diferentes processos do organismo humano. A nutricionista, química e conselheira do Conselho Regional de Nutrição – 2ª Região, Fabiana Magnabosco de Vargas, explica alguns desses efeitos.

“Temos águas ricas em bicarbonato, que podem melhorar a digestão. A presença do magnésio auxilia no relaxamento muscular e no trato intestinal. E as águas fluoretadas ajudam nas questões dentária e óssea. Esses são os minerais que mais aparecem, sobretudo em fontes do Rio Grande do Sul.”

Ela ressalta, no entanto, que o consumo de água mineral deve ser compreendido dentro de um conjunto de hábitos saudáveis.

“Não é uma coisa só que vai resolver tudo. Precisamos de um conjunto de fatores: hábitos saudáveis, boa alimentação, qualidade de sono e atividade física. A água é importante nesse contexto. Precisamos dela para sobreviver e para vários processos do corpo.”

Outro ponto destacado é que a água mineral natural é envasada exatamente na forma como é encontrada nos reservatórios subterrâneos. Durante o processo industrial não ocorre adição nem retirada de elementos químicos, o que preserva suas características naturais. Além dos minerais já citados, a Associação Gaúcha dos Envasadores de Água Mineral (AGEDAM) destaca a presença de outros componentes, como sulfato e sódio, que também participam de processos fisiológicos do organismo.

A presença de sódio, inclusive, é tema de esclarecimento importante no conteúdo. Muitas pessoas evitam determinadas águas minerais ao observar a indicação desse mineral no rótulo, associando-o automaticamente ao risco de hipertensão. Especialistas alertam, porém, que essa interpretação costuma ser equivocada.

A AGEDAM informa que as águas minerais do Rio Grande do Sul apresentam, em média, cerca de 20 miligramas de sódio por litro. Considerando que a Organização Mundial da Saúde recomenda o limite diário de 2 mil miligramas de sódio para um adulto, seria necessário ingerir aproximadamente 100 litros de água para atingir esse valor apenas por meio da água mineral.

Para Fabiana Magnabosco de Vargas, muitas vezes o consumidor não recebe orientação adequada sobre a interpretação dessas informações nutricionais.

“Quando o paciente recebe diagnóstico de hipertensão, muitas vezes não é orientado da forma correta. Vê a palavra sódio no rótulo da água e decide não tomar. A pessoa não consegue interpretar que o sódio presente na água é muito baixo.”

O presidente da AGEDAM, Éverton Steyer Netto, reforça essa explicação.

“O sódio da água mineral é insignificante para a dieta diária.”

Mesmo com pequenas variações entre diferentes fontes, os níveis de sódio presentes nas águas minerais permanecem muito inferiores aos encontrados em alimentos ultraprocessados. Produtos como temperos industrializados, salgadinhos, embutidos, macarrão instantâneo e refeições congeladas costumam apresentar concentrações significativamente mais altas desse mineral.

Além de contribuir para a hidratação, o sódio presente naturalmente na água mineral participa de processos importantes do organismo, como o funcionamento do sistema nervoso, os batimentos cardíacos e a absorção de água pelas células.

O conteúdo também traz um dado relevante sobre o comportamento do mercado brasileiro de bebidas. A partir do cruzamento de informações da Agência Nacional de Mineração e do Ministério da Agricultura e Pecuária, verifica-se que a água mineral ultrapassou os refrigerantes em volume no país. Em 2024, foram comercializados 18,1 bilhões de litros de água mineral, enquanto a produção de refrigerantes e água tônica atingiu 15,9 bilhões de litros.

Esse movimento reforça uma tendência observada nos últimos anos: a busca crescente por alternativas consideradas mais naturais e alinhadas a hábitos de vida mais saudáveis.

A íntegra do conteúdo pode ser acessada no portal GZH pelo link:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2026/03/saiba-como-a-agua-mineral-pode-contribuir-para-a-saude-cmmexc00x01ud016akyk0e6do.html

Fonte: GZH / Grupo RBS
Autor: Carlos Rollsing
Publicação original: 7 de março de 2026.